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A história dos Joysticks!

Gamepads, Joysticks, Joy Pads, etc... Ele teve vários nomes, e vários formatos também, mas sempre foram à interface entre o jogador e o jogo, captando as vontades do jogador e transformando naquele belíssimo headshot, ou naquele sangrento fatality que o jogador adora fazer e repetir. Junto com os consoles a que pertenceram, os controles também tiveram inúmeras evoluções, como veremos nessa matéria. Eles nasceram fixos ao consoles de videogame, depois apenas presos por fio, o que dava um trabalhão, levar o console inteiro para arrumar quando apenas o controle estava quebrado, logo após foram removíveis, e depois, sem fio algum, em seguida apenas balançávamos o controle ao ar, e finalmente,poderemos jogar sem controle algum! Vamos acompanhar os principais personagens dessa historia de nomes, formatos e maneiras de nos fazerem felizes do jeito que sabemos fazer, Jogando!


Os Primordios
 Nessa época, os joysticks tinham basicamente um direcional digital de apenas 8 movimentos (Esquerda, Direita, Cima, Baixo e as 4 Diagonais), e apenas um botão de ação. Eles eram desajeitados e pesados, geralmente eram feitos para ficar sobre uma base, e não diretamente na mão do jogador. Sem contar Pong, que tinha dois botões giratórios na base do console, o primeiro a realmente popularizar o conceito de joystick sem duvida foi o Atari 2600, e também um dos primeiros consoles a permitir que o joystick fosse removido do console! Facilitando a troca dos controles quando esses quebravam, e também o desenvolvimento de novos tipos de controles para um mesmo videogame, pode parecer ridículo, mas inclusive o próprio Atari nas suas primeiras versões, o fio do controle era fixo no console. É também creditado ao Atari, por permitir controles diferentes, a aparição de um dos ancestrais dos controles analógicos, que ao contrario dos controles digitais, o movimento é captado por potenciômetros, que alem de informar à direção que o jogador moveu, pode informar também a velocidade e posição exata, para que o mesmo movimento seja reproduzido na tela. Infelizmente, mesmo com o conceito de analógico ter permanecido o mesmo, nessa época, os analógicos conseguiam captar apenas direita, esquerda, para cima e para baixo, tornando-os ideais para jogos como o pong já mencionado, e algumas variantes, com o Breakout.


Como alguns de nós com certeza podemos recordar, os joysticks do Atari não eram desenhados com a ergonomia em mente, e quem aqui não ficou com dor no pulso ou na palma da mão que segurava o controle? E melhor ainda, que não quebrou um controle de Atari porque colocou muita força no direcional, ou a mexeu muito rápido? Sim, eu sei.
Pensando nisso, a Atari novamente decidiu ter em mente essas constantes reclamações sobre o design dos controles, tentando desenvolver algo que fosse melhor para o jogador segurar, e um direcional em que o jogador poderia controlar com o polegar o apenas dois dedos, diminuindo a quantidade de força que o jogador poderia aplicar no controle. Um dos primeiros controles a adotar essa idéia, foi o Bally Astrocade. Ele tinha características desse novo modelo de joysticks que estavam sendo pensados, foi construído no formato de um cabo de pistola e um botão no formato de um gatilho,(é fato que a melhor habilidade do ser humano é matar outros seres vivos, então mais um desenho mais natural que um cabo de pistola, impossível!), e com um direcional analógico e digital no topo, não só disponibilizando essas duas qualidades no mesmo controle, mas também era perfeito para destros e canhotos! Uma verdadeira revolução, até a Intellivision entrar na onda.




Como no Bally Astrocade, os outros consoles da época apostavam em um direcional menor, a Intellivision, comandada pela Mattel na época, resolveu inovar ainda mais, criando um joystick que ao invés da convencional alavanca direcional, colocou um disco de metal, que captava os movimentos conforme o jogador fazia pressão sobre o mesmo, elevando o então padrão de 8 direções para um estonteante padrão de 16 direções, wow! A Mattel também adicionou 4 botões laterais! (Na verdade, os 2 botões superiores em ambos dos lados tinham a mesma função, para facilitar novamente a vida dos destros e canhotos). Ainda nessa época, foi comum utilizar teclados numéricos, que tinham função em alguns games específicos, e também eram utilizados para programar o console, como seleção de nivel, start, reset e afins. Nos consoles como o Astrocade e alguns clones, esses controles numéricos eram diretamente no console, botões que foram tragos para o controle pelo Intellivision para evitar que o jogador levantasse para configurar tais opções. (Viu só, os jogadores da época do seu pai também eram preguiçosos). Incrivelmente, nem todo mundo foi a favor dessa mudança que o controle do Intellivision trouxe, mas não tinham como negar que foi o inicio da revolução dos joysticks, e muitos outros consoles, como o Colecovision, aproveitaram essas idéias e implantaram em seus futuros joysticks.




No inicio dos anos 80, com a Intellivision adorando ser uma gigante pedra no sapato da Atari, principalmente pelo seu arrebatador controle de 16 direções (de novo, wow), A Atari resolveu jogar um balde de água fria na Intellivision, criando um direcional com 360 graus de movimento, utilizando a já conhecida, mas pouco explorada tecnologia dos potenciômetros. Para arrebentar, a Atari decidiu juntar os botões numéricos, o direcional 360 graus, dois botões de ação, e pasmem, um botão que ficou conhecido como o infame “Botão de Pause”. Pois afinal de contas, um controle que continha 14 botões (0 a 9, * e #, mais os 2 botões de ação) precisava de mais um não é verdade? Mesmo sendo o primeiro controle a ter um botão exclusivo para pausar e continuar o game, essa inovação pertence à Intellivision, que já havia implementado essa função, utilizando (de uma maneira sabia e obvia) os botões 1 e 9 de seu teclado numero. (Toma essa, Atari)


Como já era de se esperar, mesmo a Atari achando que 14 botões não eram suficientes, o direcional de 360 graus foi terrivelmente malfeito, o que complicava mais ainda a vida do jogador, pelo simples fato do direcional não retornar ao centro, usando outras palavras, o direcional não voltava para o meio quando se tirava o dedo dele, nesse caso, você sempre se movia para o ultimo lado que deixou o controle, sendo necessário virar o direcional para o outro lado, para que o mesmo fosse gradualmente voltando para a posição central. Imagine você jogando por exemplo, Super Mario, onde se deve andar para a direita, para parar em frente a um buraco, você teria que movimentar o direcional para a esquerda, até o Mario parar! Esse foi um dos fatores que ajudou a enterrar o Atari 5200.


Coube a empresas e consoles menos famosos, como o Vectrex e Emerson Arcadia (e muitos, muitos clones) criarem direcionais analógicos que funcionavam direito, enquanto o Arcadia pegou cada componente que funcionou da geração anterior (disco direcional do Intellivision, teclado numero e botões laterais do Atari) coube ao Vectrex, implementar 4 botões de ação em linha, e uma alavanca direcional analógica que podia ser facilmente controlada com a ponta do polegar, se tornando o tataravô do joystick moderno.


Em meio a toda essa Lambança de discos, teclados numéricos, 14 botões, controles que não podiam ser removíveis, controles em formato de armas sem cano, e afins, finalmente nasceu o protótipo do projeto do rascunho dos joysticks modernos, só faltava à tecnologia correta, para que os controles pudessem dar um salto na jogabilidade, melhorando a experiência e interação do jogador. Foi quando apareceu um Japonês (sim, quem mais...) chamado Gunpei Yokoy, inventou um negocio maluco que ficou conhecido como D-Pad, mas pode ir ao mercado comprar mais cerveja e por pra gelar, pois isso é assunto para a parte 2 dessa matéria.


Até lá!

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